Resenha - A Playlist de Hayden



Conheça Sam Goldsmith e sua busca inquietante por uma razão para o que aconteceu com seu melhor amigo em A Playlist de Hayden.






Título: A Playlist de Hayden
Título Original: Playlist for the dead
Editora: Novo Conceito
Páginas: 285






Sinopse

Depois da morte de seu amigo, Sam parece um fantasma vagando pelos corredores da escola — o que não é muito diferente de antes. Ele sabe que tem que aceitar o que Hayden fez, mas se culpa pelo que aconteceu e não consegue mudar o que sente.
Enquanto ouve música por música da lista deixada por Hayden, Sam tenta descobrir o que exatamente aconteceu naquela noite. E, quanto mais ele ouve e reflete sobre o passado, mais segredos descobre sobre seu amigo e sobre a vida que ele levava.


Resumo

Sam e Hayden se conheceram nos testes pra um time da liga infantil de beisebol. Nenhum dos dois queria de fato estar ali, então acabaram fugindo do campo e juntando alguns trocados pra comprar picolé num daqueles caminhões de sorvete. Desde aí, não desgrudaram mais.

Ambos sempre foram de mundos completamente diferentes. Hayden morava no lado rico da cidade, Sam não. Sam sempre esteve na turma dos que se destacavam, Hayden não. Hayden sempre lutava pelo bem em Mage Warfare, Sam não. Ah, e a irmã de Sam não transformava sua vida num inferno; o irmão de Hayden sim. Mesmo assim, havia um elo aparente inquebrável entre eles. E o desejo de vencer a timidez e expandir seus horizontes assim que entrassem no Ensino Médio os unia ainda mais. Ou pelo menos era o que Sam achava. Mas então aconteceu. A festa. A briga. E Sam encontrando o corpo sem vida do melhor amigo.

Aquilo era discutível, mas eu saí bem a tempo de pegar o ônibus, onde me sentei sozinho em um dos primeiros bancos, ouvindo meu iPod. Aquilo era normal — eu sempre me sentava sozinho. Não que eu necessariamente quisesse, mas por alguma razão parecia aterrorizante sentar ao lado de quem quer que fosse. Sobre o que eu deveria conversar? O que eu diria? Até onde eu me lembrava, sempre fui tímido com estranhos — não tanto quanto Hayden, mas o suficiente. Eu me sentia bem quando conhecia a pessoa, mas a verdade é que eu não conhecia ninguém além dele, pelo menos desde que me mudei para Libertyville. Eu me considerava sortudo por ter feito um amigo tão bom, alguém que fez com que eu deixasse de me sentir solitário, e durante anos isso foi o suficiente. Até que não era mais.

Agora Sam tem que lidar com o ciclo aparentemente infinito de raiva/culpa/saudade enquanto ouve cada uma das músicas (a maioria delas é um tanto deprimente) deixadas por Hayden em um pendrive, junto com um bilhete apenas o dizendo que ele entenderia. Mas Sam não consegue entender nada, de jeito nenhum. Até que, depois do funeral de Hayden, ele acaba se aproximando de Astrid, a garota um tanto peculiar que ganha seu coração. Só que, quanto mais ele a conhece, mais perguntas acabam surgindo. Por que Astrid reparou nele? Como ela conhecia Hayden? O quanto ela realmente sabe?

Com a ajuda dela e de uma "pista de migalhas" deixadas com uma série de acontecimentos aparentemente inexplicáveis, Sam vai aos poucos preenchendo as lacunas do que levou seu amigo à tomar um vidro praticamente inteiro de remédios tarja preta de uma noite pra outra.




Mas apesar de tudo, Astrid acaba fazendo a vida de Sam alavancar, e ele nota que finalmente está deixando pra trás seu mundinho insular. Ela o faz conhecer outras pessoas e fazer coisas que ele jamais faria por conta própria. Aos poucos Sam vai percebendo que não conhecia tão bem assim seu melhor amigo, que todo mundo tem segredos e que as aparências enganam.

Astrid não disse nada. Ela simplesmente pegou uma das minhas mãos, apertou-a por um minuto e logo em seguida soltou. Eu gostaria que ela não tivesse soltado. Durante o breve momento em que nossas mãos estiveram entrelaçadas, eu não tinha mais perguntas. Porém, assim que Astrid a soltou, todas elas retornaram ao mesmo tempo.


Opinião

O livro tem um clima um pouco pesado. Pronto, falei. Tem uma linguagem fácil, mas acabei largando ele de lado algumas vezes. Porém, algo que acaba empurrando um pouco a história é que ela desperta no leitor a curiosidade sobre a festa anterior à morte de Hayden.

Tenho que confessar que esse livro não é um dos meus favoritos, e que me decepcionei um pouco com o final. Mas ele é bem interessante e surpreendente, e a mensagem que ele passa (de que você nunca conhece totalmente as pessoas) acaba compensando um pouco.



Mas e aí? Já leu ou sentiu vontade de ler o livro de estreia de Michelle Falkoff? Conta pra gente aí nos comentários.

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[[camila]]

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