Entrevistando Autores - B. Demetrius



Hoje temos mais uma entrevista da série de post de entrevista com autores nacionais. E o autor entrevistado de hoje é o B. Demetrius.

Olá, leitores do Livrofilia! O entrevistado de hoje, dessa série de posts dedicados a entrevistas, é o querido autor B. Demetrius.

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Sintam-se em casa e aproveitem a entrevista. ^-^


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B. Demetrius

B. Demetrius é formado em Comunicação Social pela PUC Minas. É diretor de arte, lustrador, redator e escultor – havendo se especializado no design de personagens e monstros. Atualmente, divide seu tempo entre trabalhar como professor e escrever.

Apaixonado desde a infância por ciências, video games, viagens espaciais e rock’n’roll, cresceu amontoando em sua mente tudo o que pôde sobre séries de ficção científica espacial, alienígenas – endoparasitários ou não –, robôs gigantes japoneses, supersoldados anabolizados, computadores com problemas de ego, artes marciais e piadas de mau gosto.

Quando criança, morria de medo do Alien (aquele mesmo), que acreditava viver debaixo de sua cama; o que gerava aventuras apavorantes entre suas idas ao banheiro durante a noite.




Entrevista

Livrofilia: Quando e onde surgiu a vontade de escrever?
B.D.: Escrevo profissionalmente, porém, nunca pensei em ser um escritor. Escrevia na escola, era até que bom nisso. Era aquele menino que as professoras de literatura, redação e português amavam e elogiavam. O que me tornava extremamente impopular para todo o resto da turma. Bullying? Hehehe. Lá nos anos de 1990 não tinha nome, você era só zoado do início ao fim da aula mesmo. E isso era normal. Te conto que nunca matei ninguém (fora de meus pensamentos) por causa disso.

Então, eu escrevia e muito. Desenhava o que escrevia e, nas voltas da escola para casa, ficava imaginando as aventuras que escrevi em minha mente, sou um “daydreamer” patológico.

Como cursei Comunicação Social, isso lá no início do período Jurássico, mais precisamente em 1999, estudei muita escrita criativa e redação. Saber escrever é grande parte do trabalho de um bom publicitário. Claro, como te disse antes, nunca pensei em ter um livro publicado.

O que aconteceu foi que, um belo dia, eu estava sem nada para fazer. Não estava trabalhando oficialmente para lugar algum e tinha me dado férias extras de tudo. Queria rever e melhorar meu portfólio, aprender umas técnicas novas, essas coisas que criativos fazem para tentar arranjar o próximo emprego, sabe?

Me deparei com uma antiga aula de criação de cenários para games que havia criado. Um conjunto de ilustrações e um briefing para um trabalho de classe. Tudo baseado em uma redação feita na antiga 6ª Série. Parei por um instante, li tudo e pensei: “Ora bolas, porque não?” E resolvi desenvolver a história que resultou no Log #1525.

Em suma, não me surgiu uma vontade de escrever, escrevo por profissão. Quando tive a ideia de escrever um livro, apenas segui o fluxo.


Livrofilia: Qual foi ou qual está sendo a maior dificuldade enfrentada por você como autor?
B.D.: Olha, sou um sujeito bem metódico. Não sei se tenho grandes dificuldades. Eu simplesmente me assento no meu cantinho e escrevo. O que fica bom, eu guardo. O que não fica, é guardado também, com uma nota de mim para mim mesmo. Algo do tipo: “Que vergonha Demetrius, você escreveu isso!? O que sua mãe diria se visse isso? Reescreva!”.

Agora, claro que eu luto todos os dias contra a ansiedade, minha velha amiga e companheira e contra meu querido Facebook, que está lá para me surrupiar o tempo de escrita.
Fora isso tudo, não tenho dificuldades.


Livrofilia: Como você se sentiu quando terminou de escrever seu primeiro livro?
B.D.: Eu fiquei bem feliz, porém, acabar de escrever é algo bem complicado. Tem as levas de revisão ortográfica, a revisão baseada na leitura crítica, a nova revisão após a conclusão de todas as revisões anteriores e ainda a revisão final antes de ir para a impressão.

Te conto que felicidade mesmo é quando o livro está sobre a mesa e você pode folheá-lo. E se brincar, encontrar aqueles erros que passaram batidos, queira você ou não. Hehehe.


Livrofilia: Existe uma história ou motivo para você ter escolhido esse nome para o seu livro?
B.D.: Sendo muito técnico, o nome do livro é Log #1525 e lê-se: Logui quinze vinte e cinco. O caractere de número (#) pode ou não ser lido, o que levaria à leitura: Logui número quinze vinte e cinco. Porém, aposto que terei leitores dizendo: “logui número mil quinhentos e vinte e cinco”. E isso será engraçado. Se eu estiver perto, não vou me aguentar, vou acabar por corrigir o sujeito.

O nome foi pensado para demonstrar um ponto chave na linha de eventos da obra e foi levado em consideração a capacidade de ser lido facilmente em qualquer língua onde o livro venha a ser publicado, o número de letras e sílabas, a facilidade com que este nome “grudaria” na mente do leitor em potencial e o apelo como título de Sci-Fi.


Livrofilia: Você tem uma fonte de inspiração? Se sim, qual?
B.D.: Várias. Séries e filmes de suspense, terror e Sci-Fi e autores clássicos da ficção, suspense, terror e etc. Por exemplo, aqui na minha estante você encontra livros como “A Origem das Espécies” de Darwin, Platão, vários de Umberto Eco, tanto acadêmicos quanto romances, muitos clássicos da ficção científica e muito Stephen King.


Livrofilia: Você escreve pensando na reação que o leitor pode ter com determinado acontecimento?
B.D.: Sempre. Eu gosto muito de construir “personas” para me ajudar a guiar meu processo criativo. E, baseado nelas eu vou escrevendo e elucubrando como tal persona reagiria lendo determinado trecho.


Livrofilia: Há a possibilidade de um dia você largar a vida de escritor? Já havia pensado no assunto?
B.D.: Ainda sou um novato nessa vida. Não tenho planos de parar. :)


Livrofilia: Você já está trabalhando em novos livros?
B.D.: Sim. São dois. Os textos de sketch já estão prontos. Tenho planos de trabalhar em um deles ao longo deste ano e publicar em 2018. O outro seria para 2019 ou 2020.


Livrofilia: Gostaria de deixar um recado para os leitores? Se sim, qual?
B.D.: “O Major está chegando...” hahaha.



Seu livro

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Log #1525

B. Demetrius




Chiado Editora Portugal

Física

Sinopse: Se você está lendo isso é porque provavelmente este maldito cubo de gelo gigante me venceu.
Ou pior! Virei motivo para as masturbações mentais dos burocratas da companhia. Merda!

O treinamento especial na Amazônia, os anos na “geladeira” nos confins do sistema solar, minha ex-mulher – nada me preparou para isso. Nada!

Acordei sob os destroços de um pod de sobrevivência, em um planeta gelado e escuro. Estou com uma puta ressaca de hipersono, um gosto horrível de metal na boca e essa desgraça de implante cibernético na minha cabeça não para de falar! É a mesma coisa que ter uma velha com Alzheimer
com acesso garantido aos meus pensamentos.

Trabalho fácil, pagamento gordo e um contrato com letras bem miúdas. Claro que eu iria me ferrar, claro!

Droga, tudo que eu queria agora era um café…


O livro Log#1525, do autor B. Demetrius, será lançado em breve no Brasil, e poderá ser encontrado nas redes de livrarias do Brasil e Portugal, tanto o livro físicos quanto e-books. E para que você fique por dentro do lançamento do livro aqui no Brasil e de outras novidades relacionadas ao autor e o livro, siga-o em suas redes sociais e fique sabendo de tudo.


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Ressaltamos que as entrevistas irão ser postadas de acordo com a ordem dos envios que recebemos.

Fiquem de olho no Livrofilia, pois estamos organizando outras entrevistas para apresentar a vocês muitos outros autores.

Agradecemos ao autor B. Demetrius, que aceitou participar da entrevista e nos autorizou a publicação de sua obra em nosso post, foi uma grande honra conhecer um pouco mais sobre você. Obrigada. ♥

Ah, queremos pedir ao autor que entre em contato conosco quando o Log #1525 for lançado aqui no Brasil, para fazermos um post anunciando o lançamento e dizendo onde os leitores podem encontrar o livro. :)

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Gostou da entrevista, querido livrófilo? Deixe seu comentário com sua opinião. <3

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